Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
ENTREVISTA A JOSÉ MANUEL RAMOS

por Gazeta da Beira...

 

P – Quais as razões que justificam um movimento independente em Castro Daire?

 

R – O Movimento Independente Castrense (MIC), surgiu por vontade de alguns cidadãos do concelho de Castro Daire que, motivados pela necessidade premente de unir os castrenses, independentemente das suas opções políticas, pretendem unir vontades de trabalho, de entusiasmo, de alegria, de espírito de cooperação e de servir desinteressadamente, com o objectivo único de tudo fazer para se atingir um desenvolvimento sustentável no nosso concelho, face à ineficácia das outras políticas na obtenção de soluções e à inércia verificada no último mandato.

 

P – Como vê a situação actual do concelho?

 

R – Está bem à vista o trabalho desenvolvido por essas forças partidárias e os que detiveram o poder, em nossa opinião, desbarataram dinheiro em obras de fachada e conseguiram em termos de desenvolvimento do concelho, colocá-lo num dos últimos lugares a nível distrital.

        Em Castro Daire, as obras suspendem-se, mas não se acabam, traduzindo desleixo, falta de respeito pelos castrenses na própria execução das obras e tomando decisões com dualidades de critérios.

 

P – Como avalia o trabalho da Câmara Municipal durante o último mandato?

 

R – No último mandato a Câmara limitou-se a gerir obras lançadas pelo anterior Presidente e mal, porque não foram concluídas.

          Geriu votos, com a criação de empregos fictícios, conflitos internos e inércia e uma clara falta de visão estratégica. Limitou-se à gestão das pequenas coisas.

 

P – Quais são as principais propostas do MIC para os próximos quatro anos?

 

R – Um dos primeiros objectivos será fazer uma reestruturação profunda dos serviços camarários com o objectivo de motivar os funcionários para as tarefas que lhes forem confiadas.

         Desenvolvimento turístico do Concelho potenciando o centro Termal e integrando as potencialidades do Rio e da Serra.

         Potenciar desenvolvimento de pólos empresariais. Requalificação do actual Parque Industrial da Ouvida, de forma a atrair possíveis investidores com o fito de criar postos de trabalho para reter os jovens da nossa terra.

         Face à situação geográfica que coloca Castro Daire no cruzamento de grandes eixos rodoviários estruturais, próximos das principais auto-estradas do Norte do País, que permitem encurtar distâncias entre os principais centros urbanos do Norte, do Centro e da nossa fronteira com a Espanha, deverá ser aproveitado para a instalação duma plataforma logística de distribuição de mercadorias. Acresce o facto, de podermos disponibilizar grandes áreas de terreno a preços simbólicos e a possibilidade de contratação fácil de mão-de-obra e ainda empresários do ramo sedeados no concelho.

        No plano comercial: apoiar o comércio local, desde logo por privilegiar as empresas locais nos possíveis fornecimentos à Câmara.

        Criação de mobilidade no interior da vila com a construção de um parque de estacionamento central e a implementação de uma linha de mini transporte público (ecológico).

         Criação de um espaço para a realização das feiras quinzenais com todas as condições sanitárias e onde possam ocorrer os principais eventos que promoverão Castro Daire para o exterior.

         Constatarão, pela leitura atenta do nosso programa as possíveis iniciativas que farão parte dos eventos aqui referidos.

         No âmbito da agricultura: a certificação de produtos regionais e sua divulgação.

         Promoção da gastronomia tradicional.

         Divulgação da doçaria da região.

         Promoção de pequenas feiras periódicas que permitam aos nossos agricultores vender directamente ao consumidor.

        No plano desportivo: apostar de forma decisiva na formação dos nossos jovens, quer através do sistema de ensino, quer associativo.

        Apoiar as associações culturais no desenvolvimento dos seus planos de actividades.

       No plano de segurança: manter contactos periódicos com os bombeiros e forças de segurança.

 

P – Os próximos quatro anos vão ter a aplicação do último quadro comunitário de apoio. Como deve o concelho aproveitar esses financiamentos?

 

R – Fomentar a criação de gabinetes de apoio e acompanhamento nas mais diferentes áreas de actividades, estimulando os empresários locais a promover candidaturas.

          Cativar o investimento externo, concedendo as melhores condições para a sua fixação.

          Enquadrar todo o investimento camarário no aproveitamento das verbas disponíveis no quadro comunitário.

 

P – Em que sector ou sectores de actividade deve apostar o concelho para o seu desenvolvimento?

 

R – Termalismo / Turismo

       a) Indústria / Energias renováveis

       Comércio

       Plataforma Logística de Distribuição

 

a)       Castro Daire poder-se-á transformar no laboratório industrial para o desenvolvimento de tecnologia associada às energias renováveis: vários parques eólicos,

                                                                                Várias mini-hidrícas,

                                                                                 produção de energia biomassa.

 

P – Que resultado eleitoral espera obter o MIC?

.

R – Espero fundamentalmente que Castro Daire saia vencedor.

        Atrevo-me a dar um conselho para todos: votem MIC – Movimento Independente Castrense.

 

publicado por micastrense às 00:20
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